A profissionalização das organizações do terceiro setor deixou de ser um diferencial e passou a ser uma condição de sobrevivência. Em um ambiente cada vez mais regulado, competitivo e orientado por resultados, não basta ter uma boa causa — é preciso demonstrar capacidade de gestão, transparência e entrega concreta de impacto. Organizações que não estruturam minimamente sua governança, seu financeiro e seus projetos acabam ficando à margem das oportunidades mais relevantes, especialmente aquelas que envolvem recursos públicos ou grandes financiadores privados.
No terceiro setor, due diligence funciona como uma checagem estruturada da organização e dos riscos da parceria antes de doar, contratar, investir socialmente ou firmar convênio com uma OSC. Na prática, a pergunta é: essa entidade é legítima, bem gerida, capaz de executar o projeto e segura do ponto de vista jurídico, financeiro e reputacional? O tema faz ainda mais sentido no Brasil porque as parcerias com a administração pública seguem o MROSC (Lei 13.019/2014), que criou regras próprias para termos de fomento, colaboração e acordo de cooperação.