Curso sobre MROSC e Assistência Social conclui primeiro módulo com 150 participantes

  • 7 de agosto de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 4 minutos de leitura

Formação realizada pela Cáritas e parceiros prepara gestores para parcerias públicas e terá etapas em julho e agosto.

O curso virtual intitulado ‘Plataforma MROSC, OSC e Rede Cáritas: Parcerias, Assistência Social e Reforma Tributária’ encerrou seu primeiro módulo reunindo cerca de 150 estudantes em transmissões pela plataforma Zoom, realizadas às quintas-feiras, das 9h às 11h. A capacitação é promovida pela Cáritas Brasileira e pela Plataforma MROSC, em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB) e a Cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade.

Nas três primeiras aulas, ocorridas em 11, 18 e 25 de junho, a formação cobriu pontos estruturantes do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei 13.019/2014) e as especificidades jurídicas de associações e fundações. Os participantes examinaram a articulação com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), detalhando os níveis de vinculação ao Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), ao Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social (CNEAS) e ao Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), além de rotinas práticas de execução financeira, prestação de contas e montagem de relatórios.

As entidades participantes continuam o cronograma com mais seis encontros programados para os meses de julho e agosto. O Módulo 2 inicia em 16 de julho para abordar estatuto social, certificações públicas e regime tributário, finalizando o curso em 27 de agosto com o Módulo 3 sobre parcerias regidas pelo MROSC na assistência social. As lideranças e técnicos das OSCs que cumprirem frequência mínima em sete das nove aulas receberão certificado reconhecido pela UCB.

Plataforma OSC

Reforma tributária pode elevar custos de entidades filantrópicas no Brasil

Estudo do Fonif e dados da CMB apontam alta de custos operacionais e encargo indireto para instituições de saúde, educação e assistência.

A implementação da reforma tributária pela Lei Complementar nº 214/2025 institui a CBS e o IBS em substituição a ICMS, ISS, PIS e Cofins. Levantamento técnico da LCA Consultoria Econômica para o Fonif indica que a mudança provocará aumento da carga indireta sobre entidades filantrópicas de 11,2% na assistência social, 4,2% na educação e 1,8% na saúde.

Na área hospitalar, entidades filantrópicas vinculadas à CMB enfrentam defasagem média de 60% na tabela do SUS e dívidas acumuladas de R$ 15 bilhões. O setor opera 1,8 mil hospitais e 184 mil leitos — dos quais mais de 129 mil atendem ao sistema público —, respondendo por 61% das internações de alta complexidade. Sem mecanismos de compensação, estimativas da área de saúde apontam que as despesas das instituições podem subir até 27%.

Apesar da manutenção da imunidade tributária constitucional das instituições filantrópicas, a nova estrutura fiscal baseia-se na não cumulatividade plena e na geração de créditos financeiros de IBS e CBS ao longo das cadeias produtivas. Como as organizações isentas não aproveitam integralmente esses créditos tributários, os fornecedores repassam os custos fiscais incidentes na produção para o preço final de insumos e serviços prestados às entidades.

Para conter o encargo financeiro e garantir a sustentabilidade, as organizações do terceiro setor precisam revisar contratos vigentes com prestadores e mapear os riscos em sua cadeia de suprimentos. As entidades devem promover a integração entre as áreas de compras, financeira e fiscal, atualizar os sistemas internos de gestão e incluir simulações do impacto tributário nos planejamentos orçamentários de médio prazo.

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