1. UNESCO abre financiamento internacional para projetos culturais

Organizações da sociedade civil brasileiras ganharam uma nova oportunidade de acesso a recursos internacionais com a abertura de um fundo voltado ao fortalecimento do setor cultural. A iniciativa busca apoiar projetos que promovam diversidade cultural, desenvolvimento de mercados criativos e políticas públicas estruturantes.
O financiamento prioriza iniciativas com impacto sistêmico, como fortalecimento institucional, acesso a mercados e desenvolvimento de políticas culturais. Projetos podem ser financiados por até dois anos, com foco em sustentabilidade e geração de valor econômico e social no campo cultural.
Para OSCs, essa chamada reforça uma tendência clara: o financiamento internacional está cada vez mais orientado a impacto estrutural, não apenas execução de projetos. Isso exige maior maturidade institucional, clareza estratégica e capacidade de articulação com políticas públicas.
Fonte: UNESCO
2. Terceiro setor global deve movimentar US$ 443 bilhões até 2029

Um novo relatório internacional projeta crescimento consistente do terceiro setor, que pode alcançar mais de US$ 443 bilhões até 2029. O avanço é impulsionado principalmente por mercados emergentes, aumento de doações individuais e maior integração com o setor privado.
No Brasil, o setor já representa mais de 4% do PIB e emprega milhões de pessoas, consolidando-se como um dos principais motores de desenvolvimento social e econômico. Apesar do crescimento moderado no número de organizações, há uma clara profissionalização do campo.
Esse cenário reforça uma mudança importante: o terceiro setor deixou de ser periférico e passou a operar como infraestrutura econômica. Para OSCs, isso significa maior exigência de gestão, transparência e capacidade de geração de impacto mensurável.
Fonte: Research and Markets
3. Governo brasileiro avança em instrumentos de financiamento sustentável

O Brasil apresentou novos instrumentos de financiamento sustentável em um workshop global sobre a Agenda 2030, reforçando seu posicionamento na mobilização de recursos para desenvolvimento sustentável e clima.
Entre os mecanismos destacados estão modelos de blended finance, mercado de carbono e títulos sustentáveis, que combinam recursos públicos e privados para ampliar o impacto dos investimentos. Um dos programas citados já demonstrou alta alavancagem de capital privado a partir de recursos públicos.
Para o terceiro setor, isso sinaliza uma mudança relevante: o financiamento tende a migrar para modelos híbridos e estruturados. OSCs que conseguirem dialogar com esse tipo de instrumento terão vantagem competitiva no acesso a recursos nos próximos anos.
Fonte: Ministério da Fazenda
4. ONGs brasileiras enfrentam desafio crescente de sustentabilidade

Um levantamento recente aponta que a sustentabilidade financeira continua sendo o principal desafio para organizações da sociedade civil no Brasil, afetando a maioria das instituições.
Para enfrentar esse cenário, muitas organizações estão diversificando suas fontes de receita, com destaque para doações individuais e parcerias. A média já chega a quase quatro fontes de financiamento por organização, indicando uma mudança estratégica relevante.
O dado mais importante não é o desafio em si, mas a resposta do setor: há um movimento consistente de profissionalização, fortalecimento institucional e investimento em transparência. Isso indica que o setor está se adaptando, mas com maior exigência de gestão.
Fonte: IDIS
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