No terceiro setor, due diligence funciona como uma checagem estruturada da organização e dos riscos da parceria antes de doar, contratar, investir socialmente ou firmar convênio com uma OSC. Na prática, a pergunta é: essa entidade é legítima, bem gerida, capaz de executar o projeto e segura do ponto de vista jurídico, financeiro e reputacional? O tema faz ainda mais sentido no Brasil porque as parcerias com a administração pública seguem o MROSC (Lei 13.019/2014), que criou regras próprias para termos de fomento, colaboração e acordo de cooperação.
O cenário para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) está marcado por grandes oportunidades de captação de recursos e discussões decisivas sobre a legislação tributária. Dois novos editais de destaque, lançados pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos, somam R$ 5 milhões destinados a projetos de economia, clima e soluções para comunidades tradicionais. Essas iniciativas reforçam a tendência de investimento em sustentabilidade e justiça social, oferecendo um fôlego financeiro essencial para instituições que buscam ampliar seu impacto nessas áreas críticas.
O recorte de hoje junta quatro movimentos com impacto direto na rotina das OSCs: um grande edital territorial de R$ 90 milhões, atualização prática no regime das parcerias públicas, avanço da IA com baixa maturidade estratégica e uma agenda mais aplicada de investimento social privado. O conjunto é mais útil do que uma pauta abstrata porque mistura oportunidade, regra e tendência.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar publicou o Edital de Chamamento Público nº 01/2026, voltado ao apoio à estruturação de quintais produtivos e à organização produtiva de mulheres rurais, urbanas e periurbanas. O edital informa R$ 50 milhões, seleção de até 15 propostas e envio via Transferegov até 19 de abril de 2026.