Plataforma Data Ocean conecta inteligência artificial a dados públicos do Brasil

  • 30 de outubro de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 4 minutos de leitura

A ferramenta Sabiá-4 facilita o acesso a fontes oficiais como IBGE e Portal da Transparência para diversos setores.

A Equipe Conjunta apresentou a tecnologia Sabiá-4 e a plataforma Data Ocean. A ferramenta reúne dados oficiais com abrangência nacional e foco no território brasileiro. Vários perfis utilizam o sistema, incluindo gestores públicos, pesquisadores, jornalistas e organizações da sociedade civil. O sistema atende qualquer pessoa interessada em compreender e comunicar informações públicas com agilidade.

A plataforma conecta inteligência artificial diretamente a dezenas de bases públicas nacionais. O sistema consulta fontes como IBGE, Banco Central, DATASUS, INEP, INPE, Receita Federal e Portal da Transparência. A ferramenta apresenta os números acompanhados da sua origem exata. Além disso, o software cruza bases de dados, executa cálculos e gera gráficos automaticamente.

Organizações da sociedade civil ganham agilidade para monitorar políticas públicas e transparência. A solução facilita diagnósticos territoriais e embasa decisões em evidências confiáveis. A ferramenta reduz barreiras técnicas na consulta a bases públicas complexas e dispersas. O material original ressalta, contudo, que ainda não há aplicações específicas detalhadas para as OSCs.

Conjunta

OSCs do Amazonas assinam carta politica por parcerias adequadas a realidade local

Documento aprovado na Caravana MROSC cobra atualizacao de regras do TCE e consideracao do fator amazonico em editais.

Entidades da sociedade civil do Amazonas assinaram a Carta Politica pelo fortalecimento das organizacoes. O evento ocorreu em Manaus nos dias 24 e 25 de setembro na Caravana MROSC no Meu Estado. Dez entidades locais assinaram o documento final, incluindo a Oca Amazonia e o Instituto Rainha de Fatima. Os participantes direcionaram o texto a governos locais, orgãos de controle e instituicoes financiadoras.

O documento propoe a inclusao do fator amazonico nos editais e chamamentos publicos do estado. As propostas exigem a adaptacao de prazos e recursos aos desafios de transporte fluvial e conectividade. A plenaria solicita a atualizacao das normas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas ao MROSC. As regras devem priorizar o monitoramento e a prestacao de contas focados em resultados efetivos.

As propostas ampliam as oportunidades para pequenas organizacoes atuantes nos municipios do interior. As entidades signatarias articulam a entrega oficial do texto aos orgãos competentes da regiao. Uma comissao da plenaria final acompanhara a evolucao dos encaminhamentos e das demandas acordadas. As medidas fortalecem a formacao continuada e a sustentabilidade das instituicoes do terceiro setor.

Plataforma OSC

Comunidades do Amazonas criam brigadas próprias contra queimadas na floresta

Iniciativa da ONG Casa do Rio formou 41 voluntários em Careiro para combater o fogo e proteger territórios tradicionais.

O estado do Amazonas registrou um aumento expressivo nos focos de calor durante os meses de setembro e outubro. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais identificou 5.647 focos de incêndio nos primeiros 19 dias de outubro. A fumaça encobriu a capital Manaus e afetou diretamente a saúde da população local. A plataforma IQAir registrou o pior índice mundial de qualidade do ar no dia 17 de outubro. Diante disso, as autoridades suspenderam aulas e cancelaram eventos do aniversário de 357 anos de Manaus.

A ONG Casa do Rio fundou a Brigada Cabocla entre 2023 e 2024 no município de Careiro. A instituição realizou uma parceria com o Prevfogo para formar e certificar 41 brigadistas comunitários. Os voluntários pertencem a quatro comunidades afetadas por altos índices de queimadas na região. O Prevfogo disponibilizou treinamentos, fardamento e equipamentos básicos para a atuação do grupo em campo.

A experiência da Casa do Rio mostra como entidades do terceiro setor suprem lacunas de proteção ambiental no interior. Os voluntários enfrentam sérios problemas com distâncias geográficas e falta de equipamentos de qualidade. As equipes comunitárias também sofrem resistência de moradores ao combater incêndios em pastagens e propriedades privadas. A porta-voz Francimar Araújo defende apoio contínuo do poder público e investimentos em educação ambiental nas comunidades.

Observatorio 3 Setor

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