Japão abre inscrições para o programa de intercâmbio MIRAI 2026 com foco em startups de IA

  • 10 de agosto de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 4 minutos de leitura

Iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês selecionará 12 participantes de países do Cáucaso e Ásia Central.

O Governo do Japão, por meio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, abriu o processo seletivo para o programa de intercâmbio MIRAI 2026, focado na temática AI Startup. A oportunidade destina-se a estudantes de graduação, pós-graduação e jovens profissionais de 20 a 30 anos residentes na Geórgia, além de contemplar concorrentes de outros sete países do Cáucaso e da Ásia Central: Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

O grupo regional de AI Startup prevê um total de 12 selecionados, que participarão de capacitações virtuais prévias e de uma agenda presencial no Japão entre 1º e 7 de dezembro de 2026. As inscrições devem ser submetidas de forma online até 31 de agosto de 2026, às 18:59 no horário da Geórgia (14:59 UTC), com a apresentação de comprovante acadêmico ou de emprego, cópia do passaporte, foto recente e termos assinados.

Lançado em 2015, o programa MIRAI funciona como um instrumento de intercâmbio de curto prazo voltado ao fortalecimento de relações intelectuais e acadêmicas. O modelo operacional exige o cumprimento de etapas preparatórias online — incluindo palestras introdutórias e orientações práticas —, seguidas por uma imersão presencial no Japão com itinerário composto por sessões acadêmicas, reuniões técnicas, workshops e visitas a universidades, empresas e órgãos de pesquisa. Todas as atividades são realizadas no idioma inglês.

Para jovens profissionais e acadêmicos que atuam no setor social com temas de transformação digital, engenharia, ciência de dados e políticas de tecnologia, a participação permite absorbing conhecimentos práticos sobre a aplicação de inteligência artificial e inovação de negócios. O intercâmbio favorece a criação de redes internacionais de cooperação que podem ser aproveitadas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas a desafios públicos e comunitários.

Opportunities for Youth

Avanço das interfaces cérebro-computador exige atuação da sociedade civil em regulação e acesso

No AI for Good 2024, especialistas alertaram para gargalos éticos, falta de dados diversos e desigualdade global no uso da neurotecnologia.

Durante o painel sobre interfaces cérebro-computador (BCIs) no AI for Good Global Summit 2024, pesquisadores e lideranças do setor debateram os avanços e gargalos da neurotecnologia. O evento destacou o potencial da inteligência artificial para acelerar a recuperação de pacientes com lesões neurológicas, como AVC e Parkinson, permitindo restaurar movimentos, sintetizar fala e até escrever livros. Contudo, especialistas demonstraram preocupação com a limitação de financiamentos de longo prazo, a fuga de cérebros na Europa e o risco de que a comercialização das tecnologias beneficie apenas mercados lucrativos em vez dos pacientes mais necessitados.

As BCIs funcionam por meio da medição de sinais biofísicos do cérebro — como eletricidade neuronal ou fluxo sanguíneo — que são decodificados por computadores para controlar dispositivos externos, tais como cursores ou braços robóticos. Embora o uso de machine learning acelere esse processo, a tecnologia enfrenta o desafio da escassez de dados neurais diversificados e de alta qualidade. Além disso, pesquisadores alertaram que o emprego excessivo de algoritmos automatizados pode fazer com que os pacientes percam a capacidade de modular seus próprios sinais cerebrais, prejudicando o objetivo de reabilitação e autonomia funcional.

Para as organizações do terceiro setor, o debate evidencia uma grande desigualdade global, já que metade da população mundial não possui acesso a exames básicos de imagem neural e 99,9% não tem alcance a BCIs avançadas. Diante de propostas de regulamentação como a inclusão de dados neurais no ecossistema de proteção de dados da União Europeia, entidades da sociedade civil são chamadas a atuar ativamente na criação de diretrizes éticas e jurídicas. É fundamental que as OSCs pressionem por modelos de governança participativa, garantindo que o desenvolvimento tecnológico respeite os direitos humanos e não aprofunde a exclusão social.

AI for Good (ITU)

O Ingesto é mantido exclusivamente por doações voluntárias.
Se este conteúdo foi útil para você, considere apoiar a manutenção da plataforma.

Apoiar o Ingesto

Leva menos de um minuto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.