Inscrições abertas para a DSA Cambridge Fellowship 2027 voltada à governança digital e IA

  • 21 de agosto de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 4 minutos de leitura

Programa híbrido de 12 meses capacita lideranças do terceiro setor e setor público; candidaturas vão até setembro de 2026.

A organização The Digital Statecraft Academy abriu o processo seletivo para o DSA Cambridge Fellowship Programme focado na Turma de 2027. Voltado a profissionais e líderes que atuam na interseção entre inteligência artificial, dados e políticas públicas, o programa recebe candidaturas por formulário online do Google até 14 de setembro de 2026. A taxa de participação é de £11.700 acrescida de 20% de imposto (VAT), devendo o registro e pagamento finais ser efetuados até 7 de dezembro de 2026 pelos selecionados.

O programa possui duração de 12 meses e exige cerca de 120 horas de dedicação distribuídas em quatro trimestres, permitindo que os participantes mantenham seus empregos atuais. A estrutura combina aprendizagem online, reuniões com especialistas e desenvolvimento de um projeto aplicado com uma semana residencial obrigatória em Cambridge, no Reino Unido, de 18 a 24 de abril de 2027. O currículo aborda quatro áreas principais: infraestrutura pública digital, governança algorítmica, GovTech e o uso de dados para políticas públicas.

Para profissionais da sociedade civil e de organizações do terceiro setor, a iniciativa permite criar projetos aplicados voltados a desafios institucionais e ampliar conexões com redes globais de governança e tecnologia. Contudo, as organizações interessadas devem estruturar o orçamento com antecedência, uma vez que a oportunidade não garante financiamento ou bolsas automáticas, cabendo aos fellows ou suas instituições arcar com a taxa do programa, além de despesas de viagem, visto, hospedagem extra e custos do próprio projeto.

Opportunities for Youth

Livro de Nehal Gandhi analisa desequilíbrio de poder entre doadores e organizações sem fins lucrativos

Obra reflete sobre a dependência financeira das entidades e propõe modelos de financiamento baseados em confiança e reciprocidade.

Nehal Gandhi aborda em sua obra ‘The Nonprofit Paradox: What We Don’t Talk About, When We Talk About Giving’, publicada pela Manuscripts LLC, suas duas décadas de atuação no setor social e filantrópico. A autora recupera sua trajetória iniciada em 2001 como analista no Sir Ratan Tata Trust, em Mumbai, para expor como as diretrizes dos doadores moldam a atuação das entidades locais e criam uma dependência direta entre a continuidade das atividades e as exigências dos financiadores.

O livro reúne visões do campo e da gestão filantrópica, trazendo depoimentos de executivos como Hemal Gandhi, da GRP Ltd, CJ Orr, do Orr Group, e Noshir Dadrawala. Os relatos expõem a pressão exercida por conselhos corporativos, o foco excessivo em métricas de curto prazo e os gargalos de conformidade. Além disso, a obra destaca lições de lideranças locais, como as registradas em visitas ao distrito de Junagadh, em Gujarat, que defendem uma relação interdependente e não hierárquica entre financiadores e executores.

A publicação examina o conceito do ‘currículo oculto’ no financiamento — termo adaptado da teoria educacional de Philip W. Jackson —, no qual as organizações aprendem informalmente a adaptar propostas e relatórios para corresponder às expectativas de quem doa. Esse processo transforma a prestação de contas em uma encenação formal, onde a linguagem do impacto é moldada para agradar aos doadores, diluindo as reais necessidades comunitárias em favor de indicadores de eficiência e cumprimento de prazos.

A transição para práticas como a filantropia baseada na confiança, o financiamento irrestrito plurianual e a doação participativa surge como alternativa para reequilibrar essas relações. Na prática, a garantia de repasses sem atrasos, a flexibilidade nas diretrizes e o investimento no fortalecimento institucional reduzem o esgotamento das equipes e a sobrecarga burocrática, permitindo que as organizações sociais priorizem estratégias alinhadas às urgências das comunidades atendidas.

SSIR

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