Inscrições abertas para a Academia de Transição Energética 2026

  • 24 de setembro de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 4 minutos de leitura

Programa online gratuito oferece capacitação regional e certificação da Universidade do Chile para a sociedade civil.

A Uno Punto Cinco abriu as inscrições para a Energy Transition Academy para a América Latina e o Caribe 2026 (ATE LAC), um programa regional de treinamento online e gratuito voltado para a transição energética.

As candidaturas ficam abertas até o dia 30 de setembro de 2026, e as aulas acontecem todas as quintas-feiras entre 15 de outubro e 26 de novembro de 2026.

O currículo aborda sete sessões com doze aulas temáticas e um painel de encerramento de alto nível, cobrindo energias renováveis, redes elétricas, inteligência artificial, minerais estratégicos, pobreza energética e políticas climáticas.

O programa adota uma abordagem multidisciplinar que integra tecnologia, economia, políticas públicas, ação climática e desenvolvimento social para explicar as mudanças nos sistemas de energia.

Os participantes escolhem entre a trilha de participantes, que oferece duzentas vagas com projetos em grupo e trabalho colaborativo, e a trilha de ouvintes, com 3.300 vagas para acompanhamento das aulas online.

A certificação emitida pela Universidade do Chile exige frequência mínima de 80% nas aulas acadêmicas e aproveitamento de pelo menos 80% no teste final, além de requisitos específicos de presença para quem integra a trilha de participantes.

Representantes de organizações da sociedade civil, ativistas climáticos e profissionais em início de carreira participam sem exigência de experiência prévia ou acadêmica no setor de energia.

A iniciativa prioriza a participação de jovens entre 18 e 35 anos, que ocupam 85% das vagas do programa, enquanto os 15% restantes atendem interessados sem limite máximo de idade.

As organizações interessadas aproveitam o formato inteiramente virtual e gratuito para capacitar suas equipes em espanhol, com acesso simultâneo em inglês e português, sem custos de deslocamento.

Opportunities for Youth

Finanças alinhadas à fé fortalecem o terceiro setor

Mecanismos tradicionais e o zakat oferecem bases de confiança para projetos sociais e desenvolvimento.

A filantropia baseada na confiança ganha espaço no setor social, mas as finanças alinhadas à fé operam como capital de confiança há séculos. A autora fundou a organização Voice of Libyan Women em 2011 e percebeu que a linguagem técnica de advocacia falhava inicialmente. Posteriormente, a instituição colaborou com a Dar al-Ifta da Líbia para endossar formalmente os versos corânicos que apoiavam a liderança feminina.

O engajamento religioso transformou a recepção pública da Campanha Noor, permitindo que a iniciativa viajasse rapidamente pelo país. Em 2022, a fundadora lançou a For Mama, um colaborativo de financiadores liderado por muçulmanos para a saúde materna. O projeto arrecadou US$ 125 milhões de mais de 190.000 doadores ao longo de três campanhas de Ramadã.

O zakat exige que os muçulmanos transfiram 2,5 por cento da riqueza qualificada anualmente para categorias específicas de destinatários. A consciência aplica essa obrigação, gerando entre US$ 200 bilhões e US$ 1 trilhão anualmente. O waqf dedica permanentemente um ativo a um propósito de caridade, garantindo perpetuidade e proteção contra apreensões.

O Fundo de Zakat para Refugiados do ACNUR coleta e distribui recursos seguindo regras dedicadas e opiniões legais islâmicas. Mercados de capitais também utilizam sukuks, que são certificados de investimento compatíveis com a Sharia. A Facilidade Internacional de Financiamento para Imunização emitiu um sukuk de vacinas em 2014 que arrecadou US$ 500 milhões.

As organizações enfrentam a lacuna de permissão, que representa a distância entre o que as comunidades precisam e o que aceitam moralmente. O prêmio de permissão surge quando doadores e comunidades reconhecem a legitimidade das estruturas de financiamento. Os programas sociais alcançam maior adesão quando as comunidades participam do design inicial e da modelagem dos recursos.

As OSCs e os financiadores precisam de estruturas comuns para cofinanciar projetos sem exigir meses de trabalho jurídico complexo. A criação de bases compartilhadas permite que governos, filantropos e fundos religiosos financiem prioridades públicas conjuntas. Essa articulação desbloqueia recursos nativos que aumentam a sustentabilidade das iniciativas locais.

SSIR

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