Guias conectam saúde mental e eleições de 2026

  • 8 de outubro de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 5 minutos de leitura

Instituto Cactus e EixoGov lançam materiais para eleitores e candidaturas cobrarem políticas públicas estruturadas.

O Instituto Cactus e a EixoGov lançam os Guias sobre Saúde Mental e Eleições para incluir o tema no debate político de 2026. A Organização Mundial da Saúde aponta que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental no mundo. O Brasil liderava os índices globais de ansiedade em 2017 e ainda enfrenta graves desafios no sofrimento psíquico da população.

Bruno Ziller, gerente executivo do Instituto Cactus, afirma que a democracia depende da capacidade das pessoas de participar da vida pública. Ele destaca que a saúde mental forma a base dessa capacidade coletiva. A iniciativa disponibiliza materiais práticos, gratuitos e apartidários para eleitores e candidaturas.

A publicação destinada ao eleitorado ensina como priorizar a saúde mental na escolha de candidatos em 2026. O material detalha o funcionamento da política pública de saúde mental no Brasil e a divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios. Eleitores aprendem a verificar propostas compatíveis com cada cargo em disputa, além de identificar desinformação e buscar fontes confiáveis de checagem.

O guia voltado para candidaturas demonstra como incorporar o tema de forma transversal nas plataformas eleitorais. A publicação conecta o bem-estar psicológico a áreas como trabalho, educação, assistência social, moradia e mobilidade urbana. O texto detalha a estrutura da Rede de Atenção Psicossocial e os principais marcos legais vigentes no país.

As organizações da sociedade civil ganham ferramentas estratégicas para qualificar o diálogo com gestores públicos e candidatos durante o pleito. Os guias auxiliam lideranças comunitárias a cobrarem orçamentos adequados e políticas estruturadas para o setor. As entidades também encontram orientações sobre comunicação pública e combate ao estigma associado ao sofrimento psíquico.

Observatorio 3 Setor

Edital do Instituto Porto destina R$ 400 mil para projetos de educação em SP e MG

A chamada seleciona duas entidades para ações voltadas ao desempenho escolar de crianças e adolescentes.

O Instituto Porto abriu as inscrições para o seu Edital Social 2026. A iniciativa destina R$ 400 mil para projetos sociais na Grande São Paulo e na Grande Belo Horizonte. O processo selecionará até duas organizações da sociedade civil. Cada instituição escolhida receberá um aporte de até R$ 200 mil.

O edital exige a articulação das propostas com a rede pública de ensino. As iniciativas devem atender crianças e adolescentes de 7 a 17 anos. O regulamento estabelece três dimensões obrigatórias de atuação: Bio, Psico e Social. A proposta precisa comprovar avanços em Português ou Matemática por meio do boletim escolar. Podem se inscrever associações ou fundações legalizadas há pelo menos dois anos.

As organizações selecionadas receberão recursos financeiros e acompanhamento técnico contínuo. O Instituto Porto oferecerá encontros para troca de metodologias e visitas de monitoramento. As instituições interessadas devem enviar projetos gratuitamente pela plataforma Bússola Social até 8 de novembro, às 18h. O instituto divulgará o resultado final até 29 de janeiro de 2027 e repassará a verba até 26 de fevereiro.

Captadores

Conselhos ativos fortalecem a governança e garantem sustentabilidade em entidades sociais

A atuação integrada de colegiados administrativos, fiscais e consultivos reduz riscos e amplia a credibilidade perante financiadores.

Muitas entidades do terceiro setor mantêm conselhos apenas para cumprir exigências estatutárias. Esses colegiados se reúnem poucas vezes ao ano e aprovam relatórios sem acompanhar a realidade da instituição. Essa prática formal descarta uma ferramenta valiosa de fortalecimento institucional e de proteção organizacional. A centralização de decisões na diretoria executiva aumenta significativamente os riscos operacionais e reputacionais.

O conselho administrativo orienta as diretrizes estratégicas e aprova os planos de ação da entidade. O conselho fiscal analisa as demonstrações contábeis e fiscaliza a aplicação correta dos recursos financeiros. O conselho consultivo oferece assessoria especializada em áreas como captação de recursos e apoio jurídico. Cada grupo exerce atribuições específicas e complementares para equilibrar as decisões da gestão executiva.

A estruturação consciente de conselhos eleva a transparência e a credibilidade das organizações da sociedade civil. As entidades estabelecem expectativas claras e evitam convites baseados somente em prestígio ou proximidade pessoal. A comunicação transparente entre dirigentes e conselheiros previne conflitos de atuação e invasões operacionais. Esse alinhamento melhora a tomada de decisão e amplia a captação de parcerias com financiadores.

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