Levantamento com mais de 325 participantes em 64 países indica preocupação com viés algorítmico e foco em produtividade.

A iniciativa AI for Good divulgou os resultados de um levantamento quantitativo anônimo iniciado em março e realizado ao longo de dois meses, reunindo dados de mais de 325 participantes distribuídos por 64 países. Com uma amostragem composta por 39% de mulheres, o estudo consultou membros da sociedade civil, representantes governamentais, agências da Organização das Nações Unidas, acadêmicos e profissionais do setor privado.
Os resultados apontam que 53% dos participantes consideram a evolução dos sistemas acelerada demais, ao passo que 76% defendem que as decisões e recomendações automatizadas sejam acompanhadas de explicações claras. Além disso, 58% dos entrevistados indicaram que as regulamentações devem ser adaptadas a setores específicos de aplicação, sob uma responsabilidade compartilhada liderada por governos e corporações para mitigar falhas éticas e proteger direitos humanos.
Para as organizações da sociedade civil, a pesquisa sinaliza oportunidades no ganho de produtividade com tarefas repetitivas, apontado por mais de 75% do público, ao mesmo tempo em que acende um alerta sobre os riscos de viés e discriminação, ressaltados por mais de 50% dos consultados. A necessidade de programas de requalificação profissional, apoiada por 70% dos respondentes, exige atuação direta do terceiro setor para garantir capacitação inclusiva e combater o alargamento do fosso digital.
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