Especialistas discutem governança global e regulamentação de IA

  • 25 de setembro de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 4 minutos de leitura

Lideranças internacionais detalham abordagens regulatórias e tratados para mitigar riscos tecnológicos.

Autoridades governamentais e especialistas internacionais debateram estratégias globais de governança tecnológica durante o AI Policy Day 2024. O evento reuniu representantes do Japão, Suíça, Coreia do Sul, China, Estados Unidos e Comissão Europeia. Os painelistas examinaram diferentes modelos regulatórios, tratados multilaterais e iniciativas voltadas para a segurança no uso de inteligência artificial.

O painel contou com a moderação de Ebtesam Almazrouei, fundadora e CEO da AI E3. Os participantes enfatizaram a cooperação internacional como requisito central para o desenvolvimento responsável da tecnologia. As discussões abrangeram desde ordens executivas nacionais até processos multilaterais como o Processo de IA de Hiroshima.

Thomas Schneider, presidente do Comitê de IA do Conselho da Europa, defendeu uma regulação baseada no contexto e nas funções da tecnologia, comparando a abordagem à supervisão de motores e infraestruturas. Juha Heikkilä, da Comissão Europeia, apresentou a Lei de IA da Europa como a primeira regulação horizontal e juridicamente vinculativa globalmente. Ele explicou que a norma emprega um sistema descentralizado de fiscalização pré e pós-mercado através de órgãos nacionais notificados.

Alan Davidson detalhou a ordem executiva emitida pelo presidente dos Estados Unidos e o estabelecimento de um instituto nacional de segurança. Shan Zhongde destacou que o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China categoriza produtos em setores como finanças, saúde e transportes para aplicar padrões específicos. Hiroshi Yoshida abordou a necessidade de estruturas políticas interoperáveis por meio do Processo de IA de Hiroshima, enquanto Dohyun Kang mencionou a Declaração de Seul sobre testes de segurança.

As organizações da sociedade civil enfrentam um cenário em rápida transformação com a consolidação de marcos regulatórios internacionais de inteligência artificial. Os debates apontam que a IA pode acelerar o progresso em grande parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, automatizando fluxos de trabalho e aprimorando tomadas de decisão. Líderes do setor destacam que ONGs, governos e instituições acadêmicas precisam atuar conjuntamente para garantir o acesso equitativo e o uso ético dessas ferramentas.

A participação ativa do terceiro setor torna-se indispensável para moldar políticas globais que reflitam necessidades sociais e culturais diversas. As organizações devem acompanhar a implementação de estruturas como a Lei de IA europeia e os compromissos de segurança para salvaguardar direitos humanos fundamentais. A construção de confiança na tecnologia permanece como condição indispensável para a adoção bem-sucedida de soluções inovadoras em projetos sociais.

AI for Good (ITU)

Webinar debate uso ético da inteligência artificial na saúde pública

Especialistas apresentam ferramentas práticas e casos reais para governança de tecnologias no terceiro setor.

O Governo da Catalunha organizou um webinar do AI for Good para discutir abordagens responsáveis na adoção de inteligência artificial na saúde.

Maria Galindo Garcia-Delgado apresentou a estratégia Catalunha IA 2030 para promover uma transformação digital ética e inclusiva na região.

Juan González Fraile detalhou o impacto do AVC e apresentou uma solução tecnológica voltada para o atendimento pré-hospitalar em ambulâncias.

Albert Sabater Coll apresentou o Modelo PIO como uma lista de verificação baseada em princípios, indicadores e observáveis para a saúde.

O modelo avalia ferramentas de IA em sete princípios éticos e utiliza mais de 90 perguntas para gerar matrizes de risco e pontos de melhoria.

A solução apresentada pela ABCDx combina testes de diagnóstico rápido com um aplicativo móvel de suporte à decisão clínica para ambulâncias.

Organizações da sociedade civil ganham acesso a referenciais práticos para auditar sistemas tecnológicos e garantir a conformidade regulatória.

Os gestores sociais utilizam o catálogo jurídico e os modelos de contratos estruturados para negociar com fornecedores de tecnologia.

As lideranças sociais promovem a colaboração público-privada para viabilizar inovações que mantêm o controle humano e a centralidade no cuidado.

AI for Good (ITU)

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