Escola da Nuvem abre inscrições para capacitação gratuita em tecnologia e inteligência artificial

  • 28 de agosto de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 5 minutos de leitura

Oportunidade online e ao vivo inclui apoio à empregabilidade para moradores da Grande São Paulo e Campinas.

A Escola da Nuvem abriu o processo de seleção para seu programa gratuito de formação tecnológica, voltado a pessoas com mais de 18 anos, ensino médio completo e em situação de vulnerabilidade social. As aulas são ministradas online e ao vivo, com conteúdos dedicados a áreas como inteligência artificial, computação em nuvem e ferramentas No Code. Os interessados devem realizar a candidatura pelo site escoladanuvem.org.

A jornada pedagógica começa pelo módulo Tech Para Todos, projetado para quem não possui conhecimento prévio na área. Conforme progridem, os alunos avançam para conteúdos sobre vendas e tecnologia, podendo alcançar formações especializadas em Desenvolvimento, CloudOps e Arquitetura Cloud. Para ingressar nas opções técnicas, é necessário morar na Região Metropolitana de São Paulo ou no município de Campinas, além de alcançar ao menos 80% de pontuação nas provas de lógica, matemática e interpretação de texto do processo seletivo.

O projeto exemplifica como as organizações da sociedade civil podem impulsionar a empregabilidade conectando formação técnica direta ao mercado corporativo. Com um histórico de mais de 8,4 mil alunos formados e mais de 4 mil inserções profissionais alcançadas por meio do trabalho de 1,8 mil voluntários e 1,2 mil empresas parceiras, a iniciativa atua na preparação e no acompanhamento contínuo dos contratados.

Nossa Causa

LAMSA abre edital socioambiental de até R$ 300 mil no Rio de Janeiro

Iniciativa contempla projetos de educação, meio ambiente, cultura e esporte nas comunidades do entorno da Linha Amarela.

A concessionária Linha Amarela S/A (LAMSA) lançou o Edital de Seleção de Projetos Socioambientais 2026, voltado a impulsionar o desenvolvimento socioambiental e econômico em comunidades situadas no entorno da Linha Amarela, no município do Rio de Janeiro. O processo de inscrição permanece aberto até o dia 3 de setembro de 2026, buscando selecionar propostas focadas nas áreas de cultura, meio ambiente, esporte e educação que gerem impacto positivo e soluções sustentáveis nos territórios atendidos.

O apoio financeiro concedido pode atingir até R$ 300 mil por projeto, disponibilizado de forma total ou parcial em faixas de até R$ 50 mil, R$ 100 mil, R$ 200 mil ou R$ 300 mil. As iniciativas selecionadas devem ser executadas em um prazo de até 12 meses e precisam manter alinhamento explícito com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU.

Podem submeter propostas associações, fundações e cooperativas sem fins lucrativos que estejam legalmente constituídas há pelo menos um ano. Organizações sediadas fora das regiões de abrangência também podem concorrer, desde que atuem em parceria com entidades locais de áreas como Complexo da Maré, Água Santa, Bonsucesso, Cidade de Deus e Del Castilho. O edital prevê ainda que pessoas jurídicas com fins lucrativos participem exclusivamente no caso de projetos culturais incentivados.

CAPTA

Relatório do IDIS destaca clima, IA e confiança como eixos centrais para a filantropia

Estudo detalha transformações no terceiro setor e aborda o uso de inteligência artificial e a percepção pública das OSCs.

A publicação ‘Perspectivas para a Filantropia no Brasil’, elaborada pelo Instituto de Desenvolvimento do Social (IDIS) e divulgada por Luisa Lima no blog WINGS, apresenta as respostas do setor socioambiental frente a crises políticas e climáticas. O levantamento aponta que a Pesquisa Doação Brasil 2024 identificou que 30% da população brasileira considera as organizações da sociedade civil confiáveis. Em resposta a esse cenário e à necessidade de articulação, surgiram iniciativas como o Brasil Fala, o movimento Sociedade Viva e o Compromisso Brasileiro pela Filantropia com a Mudança Climática, este último vinculado às redes internacionais WINGS e Philea.

O funcionamento das novas propostas foca em estruturação digital, descentralização decisória e instrumentos financeiros de longo prazo. No campo tecnológico, projetos como o IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor, criado pelo IDIS com suporte da Google.org e parceria do Canal SabIAr, buscam capacitar instituições para o uso ético da IA, visto que somente 6% das entidades brasileiras utilizam recursos tecnológicos avançados. Paralelamente, projeções do UBS Global Wealth Report 2025 indicam a movimentação de aproximadamente US$ 9 trilhões em transferências intergeracionais no Brasil, estimulando debates sobre fundos patrimoniais (endowments), doação planejada e modelos de steward-ownership.

Para as organizações da sociedade civil, as transformações exigem a reformulação direta das práticas de governança e da relação com os territórios. Entidades do setor precisam integrar lideranças locais e de base em seus processos decisórios, a exemplo do modelo adotado pelo Fundo Socioambiental Casa com populações indígenas e tradicionais. Além disso, as OSCs devem utilizar ferramentas qualificadas de comunicação — como os guias práticos e listas de fontes disponibilizados pela iniciativa Sociedade Viva — para aproximar sua atuação da imprensa, reforçar sua reputação institucional e atrair novos aportes de capital social.

IDIS

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