1. Novo mecanismo global busca destravar financiamento para adaptação climática

Organizações Multilaterais anunciaram avanços na criação de mecanismos financeiros voltados à adaptação climática em países em desenvolvimento, com foco em destravar recursos que historicamente têm baixa execução. A Iniciativa busca simplificar critérios e acelerar a liberação de fundos para projetos locais.
O principal desafio identificado é a dificuldade de organizações locais acessarem recursos devido à complexidade técnica dos editais internacionais. A proposta atual tenta equilibrar rigor técnico com maior acessibilidade, criando modelos intermediários de financiamento.
Para o Terceiro Setor, essa mudança pode representar um aumento significativo de oportunidades no médio prazo. Organizações que atuam com clima e território devem acompanhar esses movimentos e se preparar para requisitos mínimos de governança e mensuração.
Fonte: United Nations Environment Programme (UNEP)
https://www.unep.org/
2. Brasil avança em regulamentação de parcerias com OSCs

O ambiente regulatório das organizações da Sociedade Civil no Brasil segue em evolução, com atualizações recentes voltadas à melhoria dos instrumentos de Parceria entre governo e OSCs. As mudanças buscam dar mais segurança jurídica e eficiência na execução de recursos públicos.
A regulamentação impacta diretamente termos de colaboração e fomento, exigindo maior rigor na Prestação de Contas e na formalização de processos. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para ampliar a participação das organizações na execução de políticas públicas.
Para as OSCs, o cenário reforça a necessidade de profissionalização. Organizações com documentação regular, processos estruturados e capacidade de gestão terão vantagem na celebração de novas parcerias.
Fonte: Controladoria-Geral da União (CGU)
https://www.gov.br/cgu/
3. Fundos internacionais ampliam foco em segurança alimentar

A agenda global de segurança alimentar ganhou novo Destaque com o aumento de Investimentos direcionados a projetos que combatem fome e insegurança nutricional, especialmente em países da América Latina e África.
A tendência reflete o impacto prolongado de crises econômicas e climáticas, que pressionam sistemas alimentares e aumentam a vulnerabilidade de populações. Financiadores estão priorizando soluções locais e sustentáveis.
Para o Terceiro Setor brasileiro, isso abre espaço para projetos que integrem produção local, distribuição e educação alimentar. A capacidade de atuar em rede e gerar impacto direto será essencial.
Fonte: Food and Agriculture Organization (FAO)
https://www.fao.org/
4. Cresce uso de dados e tecnologia na gestão de Impacto Social

Organizações Sociais e financiadores têm ampliado o uso de dados e tecnologia para monitoramento de impacto, avaliação de resultados e tomada de decisão. Ferramentas digitais passam a ser parte central da gestão de projetos.
Essa transformação digital permite maior Transparência e eficiência, mas também eleva o nível de exigência técnica das organizações. A coleta e análise de dados deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos.
Para o Terceiro Setor, investir em sistemas simples de Monitoramento e Avaliação se torna estratégico. Organizações que dominarem esse processo terão mais facilidade para captar recursos e demonstrar resultados.
Fonte: OECD
https://www.oecd.org/
O que fazer amanhã
Avaliar se sua organização possui estrutura mínima de governança e Prestação de Contas
Identificar se há atuação em áreas prioritárias como clima ou segurança alimentar
Revisar capacidade de mensuração de impacto e uso de dados
Mapear oportunidades de Parceria com o Setor Público
Organizar documentos institucionais para acesso a editais e financiamentos
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