Ações burocráticas e mediação algorítmica elevam riscos para organizações da sociedade civil no Brasil

  • 2 de agosto de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 4 minutos de leitura

Levantamentos apontam avanço da perseguição institucional e entraves na visibilidade digital de defensores de direitos humanos

A atuação de organizações da sociedade civil e ativistas de direitos humanos no Brasil enfrenta um cenário de vulnerabilidade motivado por perseguição política, agressões físicas e entraves administrativos. Segundo dados divulgados pela Análise Global da Front Line Defenders 2023/24, o país ocupou a terceira posição no ranking mundial de assassinatos de defensores em 2023, com 92 mortes registradas contra lideranças indígenas. Em paralelo, o diagnóstico do relatório ‘Ativismo Cercado’ contabilizou 55 casos de perseguição a militantes na cidade de São Paulo e região metropolitana, demonstrando a aplicação recorrente de inquéritos e procedimentos judiciais para desmobilizar lutas sociais.

O conceito de criminalização burocrática, formulado em 2010 pela Plataforma MROSC, caracteriza o uso sistemático de instrumentos de controle, mecanismos jurídicos e exigências administrativas como forma de intimidar e constranger as instituições. Essa dinâmica amplia sua complexidade com o funcionamento dos algoritmos nas redes sociais e buscadores digitais. Conforme destacam análises teóricas citadas por pesquisadores como Gillespie, Gitelman e Jackson, as plataformas aplicam critérios corporativos e não neutros de seleção para ordenar a relevância pública, definindo o que se torna visível ou invisível para a população.

Essas pressões afetam com maior severidade as organizações comunitárias, territoriais e de menor porte financeiro que trabalham na defesa ambiental e dos direitos indígenas. A perda de alcance nas plataformas digitais e os ataques à reputação comprometem a captação de recursos, o engajamento com a sociedade e a segurança física dos ativistas. Diante desse quadro, estratégias de comunicação como a iniciativa Sociedade Viva recomendam que as entidades desenvolvam monitoramento sistemático das redes, fortaleçam alianças institucionais e adaptem seus repertórios informacionais para intervir diretamente na disputa de narrativas no ambiente digital.

Rede Comua

IDIS abre seleção para vaga de estágio em comunicação com inscrições até 5 de julho

Oportunidade em formato híbrido oferece bolsa de R$ 1.650,00 e benefícios para estudantes universitários

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) abriu processo seletivo para a contratação de uma pessoa estagiária para a sua equipe de comunicação. As candidaturas ocorrem por meio da plataforma 99jobs e podem ser efetuadas até o dia 5 de julho. A vaga prevê modelo de trabalho híbrido e oferece bolsa-auxílio no valor mensal de R$ 1.650,00, além de benefícios como vale-transporte, vale-alimentação ou refeição, seguro de vida, credencial plena do Sesc e folga no dia do aniversário.

A oportunidade destina-se a estudantes de graduação nas áreas de Comunicação (Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda), Administração ou áreas correlatas, que estejam a menos de um ano do término da faculdade. As atribuições do cargo envolvem o apoio à gestão de mídias sociais e ao site institucional, apoio no desenvolvimento de pesquisas, publicações e eventos, elaboração de apresentações e redação de conteúdos. É exigido conhecimento no pacote Office e familiaridade com plataformas digitais, sendo adotados critérios de diversidade e inclusão na seleção.

Fundado em 1999 e qualificado como OSCIP, o IDIS conta com um time de 60 colaboradores focado na prestação de consultoria, geração de conhecimento e advocacy para o fortalecimento do investimento social privado no Brasil. A integração de novos profissionais à estrutura de comunicação do instituto visa reforçar a difusão de pesquisas, dados e metodologias que apoiam empresas, famílias e organizações da sociedade civil na execução de projetos voltados à diminuição das disparidades sociais no país.

IDIS

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