A sustentabilidade financeira continua sendo o desafio central para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) no Brasil, conforme aponta o recente relatório “Panorama das ONGs: Capítulo Brasil”. O estudo revela que 81% das organizações brasileiras consideram a captação de recursos como uma das três prioridades mais urgentes. Embora as OSCs brasileiras utilizem, em média, 3,9 fontes de financiamento — número ligeiramente superior à média global —, a dependência de recursos restritos ainda é alta, representando 68% do total arrecadado.
A agenda institucional de 2026 revela um deslocamento importante: organizações da sociedade civil começam a operar com lógica de inteligência institucional baseada em dados públicos. A leitura sistemática da LOA, LDO, execução orçamentária e emendas parlamentares deixa de ser atividade pontual e passa a compor estratégia permanente de captação e planejamento.