ASID Brasil abre edital Impact Journey 2026 para apoio a OSCs!

A ASID Brasil anunciou a abertura das inscrições para o programa Impact Journey 2026, uma iniciativa promovida pela SAP que visa selecionar e apoiar 10 organizações da sociedade civil que atuam com pessoas com deficiência. O programa oferece mentoria especializada em gestão, desenvolvimento de lideranças e suporte estratégico para potencializar o impacto social das instituições selecionadas.

Este edital representa uma oportunidade significativa para organizações que buscam profissionalizar seus processos internos e ampliar seu alcance. As inscrições estão abertas até meados de abril, e o processo de seleção focará na capacidade de execução e no potencial de escala das propostas apresentadas pelas OSCs de diversas regiões do país.

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Imposto de Renda permite destinar até 3% para projetos sociais sem custo extra

Contribuintes que utilizam o modelo completo da declaração do Imposto de Renda podem destinar até 3% do imposto devido a projetos sociais, sem custo adicional. A iniciativa é reforçada pela campanha “Faça o bem sem colocar a mão no bolso”, que neste ano mobiliza recursos para ações voltadas ao atendimento de crianças e adolescentes com Deficiência Intelectual em situação de vulnerabilidade.

A proposta é simples: em vez de todo o valor do imposto ir para o governo, uma parte pode ser direcionada, via DARF, a projetos previamente aprovados, sem impacto no valor final pago ou na restituição. O prazo para realizar a destinação segue o calendário da Receita Federal, com envio da declaração até 30 de maio.

Apesar do potencial, a adesão ainda é baixa. Dados da Receita Federal indicam que menos de 5% do total possível de destinação é efetivamente utilizado no país. Dos cerca de R$ 18 bilhões que poderiam ser direcionados a iniciativas sociais, apenas aproximadamente R$ 256 milhões chegam às organizações.

Neste contexto, o Instituto Jô Clemente (IJC) está entre as organizações que recebem recursos por meio do mecanismo. Em 2026, a instituição capta recursos para o projeto “Diagnóstico e Ação: um Caminho para Inclusão”, que prevê atendimento a 1.200 crianças e adolescentes, de 0 a 17 anos, ao longo de 12 meses.

A iniciativa oferece avaliação, diagnóstico e encaminhamento especializado, ampliando o acesso a serviços essenciais e contribuindo para o desenvolvimento e a inclusão social desde a infância. O projeto também inclui suporte às famílias, com orientação e acompanhamento ao longo do processo.

Para participar, o contribuinte deve realizar a destinação diretamente no sistema da Receita Federal e, após o pagamento do DARF, preencher a Carta de Direcionamento indicando a organização beneficiada. Todo o processo segue as regras do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD).

Segundo o Instituto Jô Clemente, a campanha busca ampliar o conhecimento sobre o mecanismo e incentivar uma participação mais ativa da sociedade na definição do destino de parte dos recursos públicos, fortalecendo projetos de impacto social.

A declaração do Imposto de Renda deve ser enviada até o dia 30 de maio.

Encontro em Olinda debate voluntariado estratégico no Terceiro Setor

Group of multiracial volontaire young people building team outdoor in park, join hands together.

No próximo dia 14 de abril, a cidade de Olinda será sede de um encontro presencial focado em voluntariado estratégico. O evento propõe uma reflexão profunda sobre como a gestão profissional de voluntários pode transformar a eficiência das organizações não governamentais, indo além do trabalho pontual para uma integração real nas metas de impacto da instituição.

O debate abordará ferramentas de engajamento, retenção de talentos e a importância de alinhar as habilidades dos voluntários com as necessidades específicas de cada projeto. A iniciativa busca fortalecer a rede de colaboração local e incentivar novas formas de participação social que contribuam para a sustentabilidade do terceiro setor na região Nordeste.

(Redação ONG News)

Regulamentação da Lei Complementar 224 gera preocupação sobre tributação de OSCs

A recente regulamentação da Lei Complementar 224, que revisa incentivos fiscais e benefícios tributários em âmbito nacional, reacendeu o debate sobre a carga tributária incidente sobre as organizações da sociedade civil. A nova legislação traz alterações nas alíquotas de contribuições sociais e estabelece novos critérios para a manutenção de isenções, o que pode impactar diretamente o planejamento financeiro de milhares de instituições.

Representantes do setor jurídico e contábil alertam para a necessidade de as OSCs realizarem uma revisão imediata de suas documentações e processos para garantir a conformidade com as novas regras. A incerteza sobre a interpretação de alguns pontos da lei tem levado as confederações do setor a buscarem diálogos com o governo federal para mitigar possíveis retrocessos na sustentabilidade econômica das organizações sociais.

Accountability em tempo real vira padrão emergente

Monitoramento em tempo real
Transparência deixa de ser periódica
Crédito: Unsplash / alt: dashboard com métricas ao vivo

A exigência por transparência evolui de relatórios periódicos para modelos de accountability em tempo real, impulsionados por tecnologia e pressão de financiadores.

Organizações passam a disponibilizar dados atualizados sobre execução, impacto e uso de recursos, reduzindo assimetrias de informação.

Charity

Filantropia estratégica substitui doação tradicional

Filantropia estratégica
Doação passa a ser investimento
Crédito: Unsplash / alt: transação financeira digital

Doadores institucionais e individuais passam a adotar abordagens mais estratégicas, buscando retorno social mensurável e alinhamento com prioridades globais.

Esse movimento aproxima a filantropia de práticas típicas de investimento, com maior rigor analítico e acompanhamento de resultados.

FordFundation

Mudanças fiscais impactam sustentabilidade das OSCs

Regulação fiscal ONG
Tributação e benefícios entram no radar estratégico
Crédito: Unsplash / alt: documentos fiscais e análise financeira

Alterações em regras fiscais e incentivos tributários começam a impactar diretamente a sustentabilidade financeira das organizações.

No Brasil, discussões sobre benefícios fiscais e certificações como CEBAS ganham relevância no planejamento institucional.

GOV

Parcerias com setor privado evoluem para co-criação

Parcerias com empresas
Empresas deixam de ser apenas financiadoras
Crédito: Unsplash / alt: reunião colaborativa

A relação entre OSCs e empresas evolui de patrocínio para modelos de co-criação de soluções, com compartilhamento de riscos e resultados.

Essas parcerias permitem acesso a tecnologia, conhecimento e escala, ampliando o impacto das iniciativas.

BSR.

Planejamento financeiro incorpora cenários e volatilidade

Planejamento financeiro
Previsibilidade dá lugar à adaptação
Crédito: Unsplash / alt: análise financeira com gráficos

O planejamento financeiro das OSCs passa a considerar múltiplos cenários, refletindo incertezas econômicas e políticas.

Modelos tradicionais de orçamento anual tornam-se insuficientes diante da volatilidade atual.

GeoFunders

O que fazer amanhã

Implementar mecanismos de transparência em tempo real
Revisar estratégia de captação com foco em impacto mensurável
Avaliar conformidade fiscal e benefícios disponíveis
Desenvolver parcerias de co-criação com empresas
Adotar planejamento financeiro baseado em cenários

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