
O mês de maio de 2026 tem sido um período de grande efervescência para o Terceiro Setor no Brasil, com diversas oportunidades de captação de recursos e importantes avanços legislativos. Organizações da Sociedade Civil (OSCs) estão encontrando novos editais e fundos que prometem impulsionar suas iniciativas. A busca por parceiros e a expansão institucional continuam sendo prioridades, refletindo um setor dinâmico e em constante evolução, focado em maximizar seu impacto social.
Editais e Oportunidades de Captação de Recursos

Diversos editais foram lançados, oferecendo suporte financeiro para uma vasta gama de projetos. O Instituto Orizon Social, por exemplo, abriu inscrições para apoiar iniciativas socioambientais com até R$ 250 mil, focando em sustentabilidade ambiental e economia circular. O Instituto Alcoa também lançou um edital para projetos em seis municípios brasileiros, com valores entre R$ 50 mil e R$ 200 mil. Além disso, o Fundo Socioambiental CAIXA está com inscrições abertas para projetos de gestão hídrica urbana, e o CMPC disponibilizou um fundo de R$ 500 mil para municípios no Sul do Brasil. A Coop destinará R$ 500 mil a projetos sociais em 2026, e a Fundación Mapfre está recebendo inscrições para a melhor iniciativa no Agronegócio, com um prêmio de 40 mil euros. O Ministério das Mulheres abriu um edital de R$ 8 milhões para apoiar a autonomia econômica feminina, e o Ministério da Saúde, em parceria com o UNAIDS, lançou um edital de até R$ 100 mil para ações comunitárias em saúde. O Instituto Porto também abriu inscrições para projetos de educação na Grande São Paulo, visando fortalecer o desempenho escolar de crianças e adolescentes.
Avanços Legislativos e Isenção Tributária

No cenário legislativo, o PLP 11/2026, que propõe a retomada de isenções tributárias para entidades do Terceiro Setor, está em pauta no Senado. Este projeto busca reverter a exigência de que essas entidades sejam formalmente reconhecidas como Oscip para ter acesso a benefícios fiscais, garantindo segurança jurídica e um tratamento tributário mais justo.

A aprovação deste PLP é crucial para o fortalecimento financeiro das OSCs, permitindo que mais recursos sejam direcionados diretamente para suas atividades-fim. Além disso, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) tem atualizado seus sistemas de pesquisa e notificação para ampliar a transparência e o acesso à informação, o que impacta diretamente a prestação de contas dos repasses financeiros ao Terceiro Setor.
Voluntariado e Engajamento Social

O voluntariado continua sendo um pilar fundamental para o Terceiro Setor. A Vivo, por meio da Fundação Telefônica Vivo, mobilizou mais de 11 mil colaboradores em sua 22ª edição do Dia dos Voluntários Telefônica Vivo. A ação, que beneficiou cerca de 46 mil pessoas em 37 cidades, focou em melhorias de espaços de aprendizagem, inclusão digital, infraestrutura e ampliação de repertório através de palestras e workshops. Iniciativas como essa demonstram o poder do engajamento corporativo e individual na transformação social, reforçando a importância da colaboração entre empresas, sociedade civil e voluntários para a construção de um futuro mais equitativo e sustentável.
Referências
- Oportunidades de Captação de Recursos, Avanços Legislativos, o Brasil entra na reta final da obrigatoriedade ESG para 2026! – Ingesto
- Gestão para OSCs: Prazos no Transferegov, Guia de IA e Novos Editais – Ingesto
- RADAR SEMANAL — EDITAIS E OPORTUNIDADES PARA O TERCEIRO SETOR – Maio/2026 – Ingesto
- Oportunidades de Captação de Recursos e Atualizações Legislativas para o Terceiro Setor (Maio 2026)! – Ingesto
- Oportunidades de Captação de Recursos e Avanços no Terceiro Setor (Maio 2026)! – Ingesto
- Instituto Orizon Social abre inscrições para apoiar iniciativas socioambientais com até R$ 250 mil – Observatório do 3° Setor
- Instituto Alcoa abre edital para apoiar projetos em até R$ 200 mil, em seis municípios brasileiros – Observatório do 3° Setor
- Fundo Socioambiental CAIXA abre inscrições para projetos de gestão hídrica urbana – Observatório do 3° Setor
- CMPC abre inscrições para fundo de R$ 500 mil voltado a projetos de municípios no Sul do Brasil – Observatório do 3° Setor
- Coop destinará R$ 500 mil a projetos sociais em 2026 – Observatório do 3° Setor
- Fundación Mapfre recebe inscrições para melhor iniciativa no Agronegócio – Observatório do 3° Setor
- Ministério das Mulheres abre edital de R$ 8 milhões para apoiar autonomia econômica feminina – Observatório do 3° Setor
- Ministério da Saúde e UNAIDS lançam edital com apoio de até R$ 100 mil para ações comunitárias em saúde – Observatório do 3° Setor
- Instituto Porto abre inscrições para apoiar projetos de educação na Grande São Paulo – Observatório do 3° Setor
- Vivo mobiliza mais de 11 mil colaboradores em dia de voluntariado – Teletime
- Benefícios para o terceiro setor estão na pauta do Plenário – Clic Portela
- Registro receberá o próximo Ciclo de Debates do TCESP – TCE-SP
Povos indígenas ganham espaço direto em mecanismos globais de financiamento climático

Lideranças indígenas anunciaram uma nova articulação internacional para garantir acesso direto de comunidades florestais aos recursos do Tropical Forest Forever Facility (TFFF), mecanismo que busca mobilizar US$ 125 bilhões para conservação de florestas tropicais. O modelo prevê participação direta de povos indígenas e comunidades locais na distribuição financeira dos projetos.
A iniciativa representa uma mudança importante no debate climático internacional. Durante anos, organizações indígenas denunciaram a concentração de recursos em grandes intermediários internacionais, enquanto comunidades diretamente responsáveis pela preservação ambiental recebiam apenas uma fração mínima do financiamento climático global.
O avanço do modelo pode impactar diretamente o Terceiro Setor brasileiro ligado à Amazônia, bioeconomia e direitos territoriais. Organizações comunitárias com capacidade de governança local e monitoramento ambiental tendem a ganhar protagonismo crescente na preparação para a COP30 em Belém.
Hero image: lideranças indígenas amazônicas reunidas em encontro internacional sobre financiamento climático e proteção florestal.
Legenda redes sociais: Povos indígenas começam a disputar protagonismo direto no financiamento climático global.
Source: Tropical Forest Forever Facility
Brasil testa novo modelo econômico de restauração da Amazônia

O governo brasileiro realizou a primeira concessão pública voltada à restauração florestal da Amazônia, entregando à startup Re.green direitos de recuperação ambiental em área degradada da reserva Bom Futuro. O projeto combina restauração ecológica, geração de créditos de carbono e participação de comunidades indígenas locais.
A experiência marca uma nova fase do financiamento ambiental brasileiro, baseada na criação de modelos híbridos entre setor público, investidores climáticos e organizações territoriais. O governo pretende expandir o modelo para milhões de hectares degradados até o fim da década.
Para o Terceiro Setor socioambiental, a iniciativa abre espaço para novas formas de atuação em monitoramento territorial, governança climática e certificação socioambiental. OSCs ambientais e organizações comunitárias podem se tornar parceiras estratégicas na implementação e fiscalização desses projetos.
Hero image: área amazônica em restauração com participação comunitária e monitoramento ambiental.
Legenda redes sociais: Brasil começa a transformar restauração ambiental em nova infraestrutura econômica climática.
Source: Reuters
Ferramentas de privacidade digital entram na agenda filantrópica internacional

O Tor Project lançou uma nova iniciativa internacional de financiamento coletivo para sustentar ferramentas digitais ligadas à privacidade, segurança online e liberdade de informação. A campanha utiliza mecanismos de financiamento colaborativo para apoiar projetos usados por jornalistas, ativistas e organizações civis em ambientes de censura digital.
O movimento mostra como a defesa da infraestrutura digital aberta passou a ocupar espaço estratégico dentro da filantropia internacional. Organizações da sociedade civil vêm aumentando preocupação com vigilância online, repressão digital e dependência tecnológica de plataformas privadas.
Especialistas avaliam que segurança digital tende a se consolidar como tema permanente do Terceiro Setor global. Organizações de direitos humanos, comunicação comunitária e democracia digital devem ampliar investimentos em proteção tecnológica e autonomia informacional.
Hero image: ativistas e especialistas em segurança digital trabalhando em ambiente tecnológico colaborativo.
Legenda redes sociais: Privacidade digital e liberdade online viram nova prioridade da filantropia global.
Source: TechRadar
Agrofloresta indígena ganha força como solução climática no Brasil

Projetos de agrofloresta liderados por comunidades indígenas brasileiras passaram a receber atenção crescente em debates internacionais sobre transição agrícola e descarbonização. O modelo combina produção agrícola, regeneração ambiental e preservação de conhecimentos tradicionais.
A valorização das práticas agroflorestais ocorre em meio à pressão global por sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas. Especialistas apontam que métodos tradicionais indígenas oferecem respostas concretas para restauração do solo, biodiversidade e segurança alimentar.
Para organizações do Terceiro Setor, o avanço dessa agenda amplia oportunidades em bioeconomia, agricultura regenerativa e desenvolvimento comunitário. OSCs ligadas a clima, soberania alimentar e povos tradicionais podem assumir papel estratégico na expansão desses modelos.
Hero image: sistema agroflorestal indígena na Amazônia com cultivo integrado e regeneração ambiental.
Legenda redes sociais: Agrofloresta indígena começa a influenciar debates globais sobre clima e alimentação.
Source: Climate Change News
O que fazer amanhã
- Mapear oportunidades ligadas à COP30 e financiamento climático territorial.
- Avaliar projetos conectados à restauração ambiental e bioeconomia.
- Revisar políticas institucionais de segurança digital e proteção de dados.
- Desenvolver parcerias com organizações indígenas e comunitárias.
- Estruturar indicadores de impacto socioambiental para novos financiadores internacionais.
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