Formação promovida pela Cáritas e Plataforma MROSC fortaleceu a atuação de 120 lideranças do terceiro setor.

A Cáritas Brasileira e a Plataforma MROSC concluíram a formação virtual no dia 27 de agosto. A iniciativa ocorreu em parceria com a Universidade Católica de Brasília e a Cátedra Unesco. O curso gratuito reuniu cerca de 120 gestores e lideranças ao longo de nove encontros semanais. Os participantes acompanharam as aulas entre os meses de junho e agosto. A UCB garante a certificação oficial para quem cumpriu a frequência mínima exigida.
A formação organizou os conteúdos em três módulos temáticos principais. O primeiro módulo debateu a Lei 13.019/2014 e a Política de Assistência Social. Os alunos analisaram a relação com o SUAS, o CMAS, o CNEAS e o CEBAS. Os professores também abordaram a prestação de contas, o monitoramento e a execução financeira. Os módulos seguintes aprofundaram o Estatuto Social, o regime tributário e as parcerias públicas.
As organizações parceiras fortalecem sua gestão técnica para executar projetos sociais com o poder público. O aprendizado apoia as entidades na manutenção da regularidade jurídica e na sustentabilidade financeira. As lideranças aprimoram a resposta institucional voltada ao atendimento de populações em vulnerabilidade social. O intercâmbio de experiências entre diferentes regiões qualifica a atuação prática da rede Cáritas.
Lei nº 15.261/2025 oficializa o Dia Nacional das Meninas e mobiliza OSCs
Entidades do terceiro setor defendem aporte contínuo do investimento social privado para garantir direitos de adolescentes.

O Brasil celebrou em 2026 o primeiro Dia Nacional das Meninas, criado pela Lei nº 15.261/2025. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024 registrou agressões corporais contra 26% das meninas de 13 a 17 anos. O levantamento do IBGE indicou que 15,3% das estudantes faltaram à escola por falta de absorventes. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 contabilizou 85 mil vítimas de estupro no país. As estatísticas indicam que 87,8% dessas vítimas eram do sexo feminino e 57,1% eram negras.
A legislação nacional reúne normas como o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Maria da Penha. O Censo GIFE 2024-2025 apontou que 39% das OSCs atuavam diretamente na pauta de mulheres e meninas em 2024. O estudo registrou que 42% das organizações aplicavam essa pauta de forma transversal em seus projetos. O Investimento Social Privado financia ações contínuas para transformar projetos-piloto em políticas públicas duradouras.
Entidades como Plan International Brasil, Instituto Alana, Elas no Poder e Instituto Odara promovem a liderança de adolescentes. O programa Meninas Cidadãs capacitou cerca de 125 jovens em sete núcleos regionais durante o ano de 2025. As organizações reivindicam aportes financeiros plurianuais para evitar a interrupção das atividades nos territórios. Líderes comunitárias pedem recursos específicos para saúde mental, conectividade e transporte das participantes.
IDIS apresenta dados do World Giving Report 2026 em Nova York
Estudo internacional aponta aumento na demanda por serviços sociais e reforça a busca por parcerias na América Latina.

Guilherme Sylos representou o IDIS na Climate Week NYC em setembro. O diretor participou de encontros paralelos à Assembleia Geral da ONU em Nova York. Durante a programação, a rede CAF lançou o estudo World Giving Report: Panorama das ONGs 2026. A pesquisa reuniu a visão de mais de 5 mil líderes sociais em 33 países.
O relatório internacional avalia as condições operacionais e os desafios do terceiro setor. No levantamento global, 67% das instituições registraram aumento na demanda por atendimentos no último ano. Além disso, 92% dos respondentes apontaram formas de apoio que vão além do repasse direto de recursos. No recorte brasileiro com 195 entidades, 66% relataram aumento na demanda e 78% esperam a continuidade desse crescimento.
As organizações brasileiras enfrentam o desafio de fortalecer alianças com outros países da América Latina. Debates da Latimpacto destacaram a importância da transparência, confiança e prestação de contas em parcerias regionais. O debate sobre inteligência artificial ainda aparece de forma incipiente nesses encontros globais do setor. O IDIS ressalta a necessidade de buscar recursos flexíveis e focar no desenvolvimento institucional das entidades.
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