Cresce o voluntariado empresarial no Brasil com foco em novas parcerias
Censo de 2025 aponta investimentos maiores e 131 mil voluntários envolvidos nas iniciativas.

O Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial 2025 traz dados sobre as iniciativas realizadas em 2024. O Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial divulgou o levantamento com registros expressivos para o setor.
O estudo contabilizou 34 mil ações de voluntariado que alcançaram 7,3 milhões de pessoas. Além disso, o levantamento registrou 131 mil voluntários envolvidos, com um índice de engajamento de 23%.
O investimento médio anual cresceu 22%, passando de R$ 275 mil para R$ 336 mil por empresa participante. As companhias utilizam indicadores quantitativos e qualitativos para monitorar os resultados de suas ações.
A gestão desses programas exige diretrizes objetivas e políticas claras. As empresas e as organizações precisam definir objetivos, responsabilidades e indicadores para acompanhar as atividades.
As organizações da sociedade civil estruturam parcerias planejadas com as empresas. Os gestores do terceiro setor assumem um papel ativo e articulam estratégias para evitar a improvisação.
A formação prévia dos voluntários prepara os participantes para a atuação prática. A integração entre voluntários e a equipe regular evita tensões internas e fortalece o impacto social.
Profile abandona formato de agência e vira consultoria de reputação
Empresa formaliza quatro frentes de impacto e consolida trajetória iniciada há 13 anos no mercado.

A Profile anunciou em meados de agosto a sua transição de agência de relações públicas para uma consultoria focada em reputação e impacto. Rodrigo V. Cunha, CEO da empresa, conduziu a mudança após 13 anos de atuação no mercado corporativo.
A empresa estruturou quatro novas frentes de trabalho para guiar os clientes: transformar impacto em reconhecimento, conectar impacto a valor para o negócio, construir cultura de sustentabilidade e aproximar os clientes do ecossistema de impacto.
A organização possui certificação como Empresa B desde 2019, atua como signatária do Pacto Global e integra a Ethical Agency Alliance. Além disso, a equipe mediu a pegada de carbono da própria operação em 2025 e neutralizou as emissões por meio de créditos do projeto CIKEL Brazilian Amazon REDD+ APD.
A consultoria de reputação atua diretamente na estratégia de sustentabilidade das marcas, avaliando riscos de greenwashing e greenhushing para garantir transparência nas mensagens públicas. A equipe interna de especialistas testa as estratégias e aponta eventuais pontos cegos antes de qualquer comunicação externa.
O ecossistema de impacto mobilizado pela empresa envolve redes de conexões nacionais e internacionais para viabilizar projetos socioambientais e culturais. Esse arranjo inclui parcerias com o Instituto Motiva para exposições em estações de metrô de São Paulo e articulações para eventos como a TED Countdown House na COP30.
A iniciativa do TEDxAmazônia expandiu a atuação para o formato itinerante internacional com recursos filantrópicos. A edição realizada entre 30 de agosto e 3 de setembro no Equador reuniu 32 palestrantes de países amazônicos, do Congo e da Indonésia para conectar as três maiores florestas do mundo.
Organizações do terceiro setor que buscam parcerias estratégicas encontram um mercado corporativo mais atento à regeneração e à emergência climática. A atuação conjunta com agências especializadas exige maior rigor técnico e transparência na condução de projetos socioambientais.
As iniciativas culturais e ambientais desenvolvidas pela consultoria mostram que o engajamento do setor privado ocorre em espaços públicos de grande circulação, como estações de metrô e eventos internacionais de grande porte. Essa visibilidade amplia o alcance das pautas defendidas pelas entidades da sociedade civil.
O fortalecimento de redes voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento de comunidades tradicionais cria oportunidades para organizações locais participarem de debates globais sobre biodiversidade e proteção dos biomas.
A governança real nas OSCs: conselhos formais nao bastam
Artigo debate a diferenca entre estruturas meramente formais e a atuacao estrategica no terceiro setor brasileiro.

A equipe Conjunta publicou em 11 de setembro de 2026 um artigo com foco geográfico nacional sobre a governança corporativa em organizações da sociedade civil. O material aponta que a simples existência de um conselho não garante o sucesso ou o fortalecimento institucional de uma ONG.
O texto destaca quatro obstáculos frequentes enfrentados pelas entidades no cotidiano. A lista inclui a falta de tempo dos conselheiros, o baixo comprometimento, a ausência de formação específica para governança social e a pouca preparação técnica para o exercício da função.
O artigo diferencia conselhos meramente formais de conselhos estratégicos e verdadeiramente atuantes. A eficácia institucional depende diretamente do engajamento ativo, da preparação adequada dos conselheiros e da capacidade real de apoiar decisões de longo prazo.
Quando os conselhos funcionam de maneira estratégica, eles orientam diretrizes, apoiam lideranças, ampliam redes de relacionamento e fortalecem a captação de recursos. Sem essa preparação técnica, as organizações desperdiçam o potencial consultivo de suas estruturas de direção.
Dirigentes executivos, fundadores e gestores institucionais precisam reavaliar o papel de suas estruturas de governança para superar os desafios organizacionais. O conteúdo serve como guia prático para transformar o colegiado em um aliado estratégico para a sustentabilidade.
As lideranças do terceiro setor devem desenvolver uma cultura de governança mais sólida e aprimorar a relação entre a diretoria executiva e o conselho. Essa mudança melhora diretamente a gestão e amplia as bases para o desenvolvimento institucional das entidades.
O Ingesto é mantido exclusivamente por doações voluntárias.
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