Atuação das OSCs vai além de preencher lacunas do Estado

  • 1 de October de 2026
  • Redação IA + Curadoria Humana
  • 5 min read

Artigo debate a função política das organizações sociais e destaca o regime de parceria previsto no MROSC.

A articulista Daiany França debateu a função das organizações sociais em artigo publicado no Observatório do Terceiro Setor. A autora questiona a ideia de que entidades surgem apenas para ocupar vazios estatais. A colunista defende que a sigla OSC expressa a força política da sociedade organizada.

A Lei 13.019 de 2014 estabelece o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil. O texto legal define parcerias baseadas em mútua cooperação entre poder público e entidades. O MROSC prevê termos de colaboração, termos de fomento e acordos de cooperação. Tanto a gestão pública quanto a sociedade podem propor essas parcerias.

As OSCs desempenham papéis decisivos na formulação e fiscalização de políticas públicas territoriais. As entidades exercem controle social ao acompanhar orçamentos e monitorar ações dos governos. A Associação Brasileira de ONGs defende a autonomia das organizações em relação aos partidos. Além disso, as instituições produzem novos conhecimentos e experimentam metodologias inovadoras.

Observatorio 3 Setor

Contratações no Terceiro Setor exigem alinhamento cultural

Organizações enfrentam o desafio de buscar competência técnica aliada a valores institucionais sólidos.

As organizações da sociedade civil enfrentam grandes desafios nas contratações diárias. A especialista Thaís Iannarelli aponta que o processo exige identificar profissionais que sustentem os valores defendidos pela instituição. O currículo e a experiência técnica dominam muitas seleções atuais, mas ignoram o fit cultural. Esse cenário gera contratações problemáticas quando falta harmonia entre o propósito do candidato e o contexto institucional.

O ambiente do Terceiro Setor impõe pressões específicas sobre os trabalhadores. As equipes lidam com recursos escassos, alta carga emocional e contato direto com públicos vulneráveis. Portanto, o alinhamento de princípios sustenta o trabalho diário e evita conflitos internos. A liderança precisa manter a coerência entre o discurso e a prática para preservar esse engajamento.

O fit cultural não significa contratar pessoas idênticas ou criar equipes homogêneas. A diversidade de trajetórias enriquece a instituição, enquanto o desalinhamento de princípios prejudica o trabalho. Os gestores estruturam processos seletivos para identificar comportamentos e reações dos candidatos frente a situações diversas. Cada organização utiliza esses sinais para compor uma leitura ampla do perfil profissional.

A avaliação cultural exige critérios objetivos para evitar distorções no recrutamento. Decisões superficiais baseadas em preferências pessoais reduzem a diversidade de perspectivas nas equipes. As organizações combinam valores institucionais compartilhados com diferentes repertórios de pensamento. Essa estratégia fortalece a inovação sem abrir mão da identidade da OSC.

O alinhamento cultural influencia diretamente o engajamento e a retenção de talentos nas OSCs. Profissionais identificados com a missão superam melhor as pressões cotidianas e permanecem mais tempo na instituição. Por outro lado, o desalinhamento gera ruídos, desmotivação e alta rotatividade de pessoal. Esse desgaste custa caro para estruturas que já operam com recursos financeiros limitados.

A diretoria-executiva reforça que a contratação integra a estratégia organizacional e não apenas uma rotina operacional. Cada nova admissão molda a cultura interna da instituição. Os gestores abandonam a pergunta restrita sobre qualificação técnica e passam a questionar se o profissional ajuda a organização a cumprir sua verdadeira identidade.

Filantropia.ong

Observatório realiza 18ª live sobre juventude, gentileza e gestão no terceiro setor

Marina Pechlivanis entrevista Ana Clara Oliveira Santos em encontro quinzenal focado no protagonismo jovem.

A Plataforma de Educação para Gentileza e Generosidade promove sua 18ª live do ano nesta quinta-feira, 24 de setembro. A idealizadora Marina Pechlivanis lidera o encontro em parceria com o Observatório do Terceiro Setor. A edição entrevista Ana Clara Oliveira Santos, graduanda em Administração Pública com trajetória em educação e gestão.

O projeto quinzenal debate o papel da juventude na construção de iniciativas sociais transformadoras. A série chega à sua sexta edição com foco no incentivo ao voluntariado e à generosidade. A programação apresenta trajetórias de jovens empreendedores e ativistas de diferentes regiões brasileiras.

As organizações sociais encontram nesses encontros modelos práticos de articulação e liderança jovem. As entidades aproveitam as experiências relatadas para aprimorar a captação e retenção de voluntários. Os gestores aplicam essas referências na formação de novos quadros técnicos para o terceiro setor.

Observatorio 3 Setor

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