Editais de Cultura e Mulheres e Atualizações Fiscais no Senado

Certificação de Escolas Livres de Arte e Cultura

Organizações da sociedade civil em processo formativo cultural. A certificação do MinC visa validar essas metodologias pedagógicas, funcionando como pré-requisito para pontuação extra em editais federais.

O Ministério da Cultura (MinC) publicou o edital de chamamento público nº 002/2026 para a certificação de Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura em todo o território nacional. A iniciativa busca reconhecer e validar organizações da sociedade civil que atuam com processos formativos continuados no campo cultural, integrando-as à rede oficial de fomento e visibilidade do governo federal.

O processo de certificação exige que a OSC comprove atuação na área artístico-cultural por um período mínimo de dois anos, apresentando portfólio de atividades e metodologia pedagógica aplicada. Tecnicamente, a habilitação não implica em repasse financeiro imediato via este edital específico, mas funciona como um pré-requisito e pontuação extra para futuros editais da Lei Paulo Gustavo e editais setoriais do MinC, além de permitir o uso do selo de certificação institucional.

Para as organizações, o impacto principal é a institucionalização de suas atividades perante o poder público. A certificação simplifica a comprovação de capacidade técnica em futuras parcerias e projetos via MROSC, facilitando o acesso a novos mecanismos de fomento e garantindo que a instituição seja reconhecida como um polo formador qualificado dentro do ecossistema cultural brasileiro.

Ministério da Cultura

Adiamento da Votação do PLP 11/2026 e Incentivos Tributários

Plenário do Senado Federal em sessão. O adiamento da votação do PLP 11/2026 para o dia 19 de maio busca ajustar dispositivos que garantam a segurança jurídica das isenções tributárias atreladas ao CEBAS.

O Plenário do Senado Federal adiou para o dia 19 de maio de 2026 a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 11/2026, que dispõe sobre a retomada de benefícios tributários para o Terceiro Setor. O adiamento ocorreu para que a relatoria possa ajustar dispositivos que impedem a incidência de restrições da Lei Complementar 224 sobre isenções já consolidadas, como a aquisição de veículos por pessoas com deficiência através de entidades assistenciais.

Do ponto de vista técnico, a discussão central gira em torno da segurança jurídica das isenções de tributos federais e estaduais para entidades que possuem o CEBAS (Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social). O texto busca garantir que novas normativas fiscais não anulem direitos adquiridos, protegendo o fluxo de caixa das instituições contra interpretações restritivas das receitas estaduais em relação ao ICMS e ao IPVA.

O impacto para as OSCs é de extrema relevância, pois a aprovação do PLP 11/2026 representa a manutenção da sustentabilidade financeira de longo prazo. Caso o projeto avance sem as restrições discutidas, as organizações terão maior clareza sobre o planejamento de suas isenções, evitando autuações fiscais retroativas e garantindo que os recursos economizados via incentivos continuem sendo aplicados diretamente na ponta, no atendimento aos beneficiários finais.

Senado Federal

Fortalecimento de Autonomia Econômica para Mulheres

Cooperativa de mulheres de comunidade tradicional. O edital do Ministério das Mulheres foca no fomento a essas cadeias produtivas locais, exigindo das OSCs a apresentação de Planos de Trabalho detalhados via Transferegov.

O Ministério das Mulheres abriu um edital de chamamento público com orçamento total de R$ 8 milhões destinado ao fortalecimento da autonomia econômica e organização produtiva de mulheres, com foco especial em comunidades tradicionais e quilombolas. A chamada visa apoiar projetos apresentados por organizações da sociedade civil que executem ações de capacitação técnica, aquisição de equipamentos e fomento a cadeias produtivas locais em todas as regiões do Brasil.

Tecnicamente, as propostas devem ser submetidas via Plataforma Transferegov, respeitando as diretrizes da Lei nº 13.019/2014 (MROSC). As instituições devem apresentar um Plano de Trabalho detalhado que inclua indicadores de impacto socioeconômico e uma estratégia de sustentabilidade para o pós-projeto. Serão selecionadas iniciativas que promovam a inclusão produtiva e o empreendedorismo, garantindo a rastreabilidade e a transparência no uso dos recursos públicos.

O impacto esperado para o setor é o fortalecimento das redes de economia solidária lideradas por mulheres. Para as OSCs executoras, além do aporte financeiro para as comunidades atendidas, o edital permite a estruturação de equipes técnicas especializadas em gênero e desenvolvimento rural/urbano. O sucesso na execução deste projeto eleva o compliance institucional da organização perante o Governo Federal, facilitando a renovação de parcerias e convênios plurianuais.

Ministério das Mulheres

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