O ano de 2026 chegou trazendo transformações definitivas para as Organizações da Civil society (OSCs). Não se trata apenas de novas ferramentas, mas de uma mudança de mentalidade na forma como os recursos são captados e como o Social Impact é comunicado aos doadores, cada vez mais exigentes por Transparency e eficiência tecnológica.
1. Inteligência Artificial: De Ferramenta a Coração da Captação

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa para se tornar o motor da produtividade nas ONGs em 2026. A tendência agora é a IA integrada diretamente aos sistemas de CRM, permitindo que pequenas equipes gerenciem relacionamentos complexos com milhares de doadores de forma personalizada, automatizando desde o agradecimento inicial até relatórios de impacto detalhados.
Especialistas apontam que a IA não substitui o captador, mas o libera de tarefas administrativas exaustivas. Em 2026, o foco está na “Hiper-Personalização”, onde cada doador recebe comunicações baseadas exatamente em seu histórico de engajamento, aumentando drasticamente as taxas de retenção e o valor vitalício do doador (LTV).
2. Notice Capemisa Social 2026: R$ 1 Milhão para Assistência Social

Uma das grandes oportunidades deste início de ano é o Notice of Institute Social action Capemisa. Com um aporte total de R$ 1 milhão, o Notice selecionará até 10 projetos voltados para a assistência social em todo o Brasil. Cada organização contemplada receberá R$ 100.000,00, distribuídos em 10 parcelas mensais, garantindo fôlego financeiro para a execução de atividades críticas.
As inscrições para este Notice são um marco para o setor, exigindo que as OSCs demonstrem não apenas a necessidade do recurso, mas uma estrutura de gestão capaz de prestar contas com rigor. Este movimento reforça a necessidade de consultoria e assessoria contábil especializada para garantir que as organizações cumpram todos os requisitos do MROSC.
3. A Virada do Volunteering Corporativo

Uma pesquisa recente da Conference Board revela uma mudança sísmica na Philanthropy empresarial para 2026. Devido a mudanças na legislação tributária e maior escrutínio público, 57% dos líderes de Philanthropy planejam expandir seus programas de Volunteering, enquanto as doações diretas em dinheiro (cash grants) enfrentam uma tendência de redução.
As empresas estão priorizando o “capital intelectual” de seus colaboradores para apoiar as ONGs. Isso abre uma janela de oportunidade para as OSCs que buscam mentorias voluntárias em áreas como contabilidade, jurídico e marketing. O Volunteering em equipe e o tempo livre cedido pelas empresas tornaram-se ativos valiosos na captação de recursos não-financeiros.
4. Transparency como Requisito Operacional

Em 2026, a Transparency não é mais um diferencial, mas um requisito básico de sobrevivência. Doadores modernos não se contentam mais com relatórios anuais estáticos; eles exigem acesso contínuo a dados de impacto. As organizações que investirem em infraestrutura de dados e governança serão as que conseguirão atrair os novos “Fundos Aconselhados por Doadores” (DAFs), que crescem exponencialmente no Brasil.
O Regulatory Framework for Civil Society Organizations (MROSC) continua sendo a bússola legal, mas agora com uma fiscalização mais digitalizada. Estar em dia com as legislações federais, estaduais e municipais é o primeiro passo para acessar não apenas doações individuais, mas também os novos editais internacionais que estão de olho no potencial de Social Impact brasileiro.
Links de Saída Recomendados:
•Capemisa Social – Site Oficial
•Observatório do Third sector – Tendências 2026
•NonProfit PRO – Pesquisa Philanthropy Corporativa 2026