O final do ano traz consigo importantes oportunidades para as Organizações da Civil society (OSCs) brasileiras. Este compilado de notícias, focado nos últimos 7 dias, destaca dois grandes editais com prazos próximos e um artigo essencial para a compreensão do Regulatory Framework for Organizations Civil society (MROSC). Desde o fortalecimento de redes de cooperação solidária com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) até a busca por subsídios internacionais para educação e esporte com o Bottom de Educação FIFA Global Citizen, as chances de captação de recursos estão em alta. Além disso, a clareza sobre os instrumentos jurídicos do MROSC (Development Term, Collaboration Term e Acordo de Cooperação) é fundamental para garantir a conformidade e o sucesso das parcerias com o poder público.
Notícias em Emphasis
1. MTE abre Notice para Fortalecer Redes de Cooperação Solidária no Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (SENAES), lançou o Notice de Chamamento Público nº 01/2025, uma Initiative crucial para o fomento da Economia Solidária no país. O Notice visa selecionar Organizações da Civil society (OSCs), cooperativas e organizações religiosas para a celebração de Termos de Fomento. O foco principal é o fortalecimento de redes de cooperação solidária, promovendo a inclusão socioprodutiva e o Sustainable development em diversas regiões.
Com um valor total de até R$ 15 milhões em recursos, o Notice representa uma excelente oportunidade de captação de recursos para entidades que trabalham com empreendimentos econômicos solidários (EES). Os projetos apoiados devem buscar a valorização do trabalho decente, o acesso a mercados e, notavelmente, o protagonismo de grupos historicamente vulneráveis, como mulheres, jovens e povos e comunidades tradicionais. As inscrições estão abertas até o dia 6 de dezembro de 2025, exigindo que as entidades participantes possuam cadastro ativo no Transfere Gov.br.
MTE abre Notice para fortalecer redes de cooperação solidária no Brasil
2. Bottom de Educação FIFA Global Citizen abre Inscrições para Subsídios Globais

Em uma notícia de grande relevância internacional, o Bottom de Educação FIFA Global Citizen abriu seu período de inscrição para a concessão de subsídios a organizações comunitárias em todo o mundo, incluindo o Brasil. Esta Initiative visa arrecadar US$ 100 milhões para expandir o acesso à educação de qualidade e ao esporte para crianças e adolescentes (K-12). A MetLife Foundation atua como doadora fundadora, reforçando o compromisso global com a causa.
As organizações sem fins lucrativos podem se candidatar a subsídios que variam de US$ 50.000 a US$ 250.000. O foco está em programas comunitários que buscam melhorar as oportunidades educacionais e o desenvolvimento através do esporte. Esta é uma chance notável para OSCs brasileiras que atuam na área de educação e esporte buscarem angariação de fundos internacionais. As inscrições estão abertas até 31 de dezembro de 2025, com os primeiros beneficiários sendo anunciados no início de 2026.
3. MROSC Descomplicado: Entenda as Diferenças entre Development Term, Colaboração e Acordo de Cooperação

Para as OSCs que buscam parcerias com o poder público, a compreensão do Regulatory Framework for Organizations Civil society (MROSC), estabelecido pela Lei nº 13.019/2014, é indispensável. Um artigo recente oferece um guia claro sobre os três principais instrumentos jurídicos que formalizam essas parcerias: o Development Term, O Collaboration Term e o Acordo de Cooperação. Entender as nuances de cada um é vital para a conformidade legal e o sucesso na obtenção de recursos.
O artigo detalha que o Development Term é utilizado quando a Initiative parte da própria OSC, que propõe o Project e busca o apoio financeiro do governo. Já o Collaboration Term é o instrumento usado quando a Initiative parte da Administração Pública, que define o Project e convida a OSC para a execução. Por fim, o Acordo de Cooperação é reservado para parcerias que não envolvem a transferência de recursos financeiros, focando em colaboração técnica ou operacional, como o Volunteering de profissionais. Essa clareza é fundamental para as organizações que buscam se adequar às legislações federal, estadual e municipais do MROSC.
Development Term, Collaboration Term e Acordo de Cooperação: Entenda as Diferenças
Conclusão:
Manter-se atualizado sobre os editais, chamamentos públicos e o Marco Regulatório é a chave para a Sustainability e o crescimento das Organizações da Civil society. As oportunidades de captação de recursos estão disponíveis tanto no cenário nacional, com o foco em economia solidária do MTE, quanto no internacional, com o Bottom FIFA Global Citizen. A correta aplicação dos instrumentos do MROSC garante a segurança jurídica e a eficácia das parcerias. Fique atento aos prazos e utilize este panorama para planejar as próximas ações de sua OSC.
Síntese e Análise Integrada Semanal
over the Third sector
Recapitulação e Análise Integrada
A pesquisa semanal revela um Third sector brasileiro em um momento de intensa profissionalização e crescente demanda por Transparency, governança e mensuração de impacto. As tendências, o marco regulatório e as estratégias de captação de recursos convergem para um imperativo de compliance e desenvolvimento institucional, onde a tecnologia e a contabilidade assumem papéis centrais.
O Novo Paradigma: Governança, Transparency It is Sustainability
O tema central que permeia todas as áreas de análise é a consolidação da Governança como pilar de Sustainability.
1.Regulamentação como Impulsionadora da Sustainability: O novo Decreto nº 11.948/2024 sobre o MROSC (Marco Regulatório das Organizações da Civil society) é um exemplo claro dessa tendência. Ao flexibilizar procedimentos, aumentar o limite de aditivos contratuais e, principalmente, ao definir que os Remaining Assets das parcerias devem ficar, prioritariamente, com as OSCs, o Estado reconhece a importância do Desenvolvimento Institucional e contribui diretamente para a Sustainability de longo prazo das entidades 1. A possibilidade de custear a elaboração de propostas (limitada a 5% e R$ 50 mil) também sinaliza um reconhecimento da necessidade de profissionalização na captação de recursos 1.
2.Contabilidade e ESG como Alicerces da Confiança: A contabilidade deixa de ser uma obrigação burocrática para se tornar o protagonista da Transparency e o alicerce da credibilidade 2. A integração dos critérios ESG (Ambiental, Social e Governança) é uma vantagem competitiva, com financiadores exigindo cada vez mais indicadores claros e mensuráveis 2. O pilar de Governança (G) do ESG é diretamente suportado pela contabilidade transparente, que, por sua vez, atende às exigências do MROSC e mitiga o risco de perda da Tax Immunity 1 3.
3.Desafios Fiscais e a Necessidade de Compliance: A Reforma Tributária (PEC 45/2019) e a complexidade da manutenção da Tax Immunity reforçam a urgência do compliance fiscal 1 3. A promessa de redução de alíquotas de IBS e CBS (até 100%) para atividades específicas do Third sector é uma oportunidade, mas exige vigilância e rigor na gestão para garantir o enquadramento nas isenções 1.
Inovação na Captação e o Foco em D&I
As estratégias de captação de recursos refletem a busca por inovação e o alinhamento com as pautas sociais contemporâneas.
•Inteligência Artificial (IA) e Cultura de Dados: A IA se consolida como uma aliada estratégica para otimizar a captação (análise preditiva de doadores) e a gestão, promovendo maior Transparency e impacto 4. A tecnologia é a ferramenta para operacionalizar a profissionalização exigida pelo novo cenário.
•Diversidade e Inclusão (D&I) como Pauta Central: A Philanthropy atua como uma “trincheira de resistência” para a pauta de D&I, especialmente em um contexto de arrefecimento no mundo corporativo 5. Essa tendência se reflete na busca por maior inclusão na Lei Rouanet e na ênfase no pilar Social (S) do ESG 4 2.
•Diversificação e o Risco Internacional: O crescimento da captação via leis de incentivo (como a Rouanet) contrasta com o cenário de cortes internacionais no financiamento de OSCs brasileiras 4 3. Essa dicotomia impõe a necessidade de uma estratégia robusta de diversificação de fontes, fortalecendo as parcerias nacionais (MROSC, empresas de pequeno e médio porte) e aprimorando a capacidade de atender aos rigorosos padrões de governança exigidos pelos financiadores internacionais 5 3.
Referências
[1] Captadores.org.br. Novo decreto sobre o MROSC oferece inovações para o Third sector.
[2] Escritoriojade.com.br. Transparency It is Social Impact, o papel da contabilidade na transformação do Third sector.
[3] Igapbrasil.org.br. Cortes internacionais no financiamento de OSCs: impactos e desafios para a Sustainability das organizações brasileiras.
[4] Nossacausa.com. IA no Third sector.
[5] Idis.org.br. Perspectivas para a Philanthropy no Brasil 2025.
[6] Mattosfilho.com.br. Reforma Tributária e as particularidades do Third sector.
[7] Jusbrasil.com.br. Marco regulatório das OSCs: mais segurança jurídica e Transparency for the Third sector.
[8] Doare.org. O que é ESG e qual a relação com o Third sector.
[9] Poder360.com.br. Captação pela Lei Rouanet sobe 34% de janeiro a maio de 2025.
[10] Repositorio.ufersa.edu.br. ANÁLISE CRÍTICA DA LEI COMPLEMENTAR 187/2021.
[11] Conjunta.org. Desafios à Sustainability das OSCs e à Democracia no Brasil.
[12] Folha.uol.com.br. O que há de novo na velha Rouanet?.